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Maternando na Pandemia Ep. 2 – Por Marcela Coerin

Me chamo Marcela e sou a mãe do Lucca que está com 2 meses.

Esse final de ano foi diferente de todos os outros, nossa preocupação não eram as comidas e sim um pequeno serzinho com apenas 25 dias, então tentamos fazer um natal mais calmo apenas com os vovôs e vovós de primeira viagem.

A dica que eu gostaria de dar aos papais e principalmente mamães de primeira viagem não é sobre as festas, mas sim sobre o puerpério, uma palavra que eu só conheci depois que o meu pinguinho de amor veio ao mundo.

Podemos nos preparar durante a gestação para a amamentação, mas ainda assim existirão momentos para os quais não nos preparamos. No começo você se pergunta porque tem que sentir tanta dor e quando ela passa, você não sabe como conseguiria viver sem esse momento, e então você só quer ser você novamente e não mais uma “teta” ambulante HAHAHAHA. É um misto de sentimentos.

E se você não conseguir amamentar, está tudo bem! Seu filho vai te amar da mesma forma e não será menos saudável por isso.


Tem coisas que não dependem de você, o turbilhão de sentimentos virá você se controlando ou não, e você sentir medo faz parte do nosso papel de mãe. Gostaria que tivessem me contado que a dor do parto não se compara com a dor que é o puerpério, dói a alma, dói o vácuo que fica entre você de antes e você de agora, dói lembrar da mulher que você era antes, dói achar que você está em um mundo paralelo.

Você se sente uma estranha e parece que aquilo nunca vai passar.

Calma.

Demora, mas passa. Chore o quanto achar necessário, tenha uma rede de apoio, aceite ajuda, converse com mulheres que passam pelo mesmo momento que você ou já passaram, só elas entenderão. Não precisamos ser perfeitas e ter que dar conta de tudo. Tudo vale a pena, mas romantizar demais a maternidade traz frustação para você e para outras mamães.

Tem dias que você se pergunta se você fez a escolha certa, e isso não é pecado nenhum, até porque quando você tentar imaginar sua vida sem aquele serzinho tão pequeno e frágil, não vai conseguir e logo vai se perguntar como viveu sua vida inteira sem ele.

Agora imagina viver essa imensidão de sentimentos em meio a uma pandemia? Não foi e não tem sido fácil, mas vai passar.

Curta cada momento, cheire bastante, sinta sua pele, aproveite todos os momentos, eles crescem muito rápido.

 

Por Marcela Coerin

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